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quarta-feira, novembro 30, 2005

Oui j'aime (Est-ce que tu aimes?)



Bonjour Arrthur (Áche).
Bonjour Satie (Erric).
Bonjour Feist.
Bonjour Beth Gibbons (Portishead).
Bonjour Gainsbourg (Serge).
Bonjour Tom (Veits).
Bonjour Nick (Cáve).
Bonjour Belle (Chase Hotel).
Bonjour Adolfe (Luxure Caniballe).
Adieu tristesse.

A possibilidade do amor



página 72

La solitude à deux est l'enfer consenti. Dans la vie du couple, le plus souvent, il existe dès le début certains détails, certaines discordances sur lesquelles on décide de se taire, dans l'enthusiaste certitude que l'amour finira para régler tous les problèmes. Ces problèmes grandissent peut à peut, dans le silence, avant d'exploser quelques années plus tard et de détruire toute possibilité de vie commune. Depuis le début, Isabelle avait préféré que je la prenne par derrière (...)

página 74

Lorsque la sexualité disparaît, c'est le corps de l'autre qui apparaît, dans sa présence vaguement hostile ; ce sont les bruits, les mouvements, les odeurs ; et la présence même de ce corps qu'on ne peut plus toucher, ni sanctifier par le contact, devient peu à peu une gêne ; tout cela, malheureusement, est connu. La disparition de la tendresse suit toujours de près celle de l'érotisme. Il n'y a pas de relation épurée, d'union supérieure des âmes, ni quoi que ce soit qui puisse y ressembler, ou même l'évoquer sur un mode allusif. Quand l'amour physique disparaît, tout disparaît ; un agacement morne, sans profondeur, vient remplir la sucession des jours. (...)

página 76

Je buvais de plus en plus pendant cette période, et c'est après mon troisième anis, en titubant vers la Bentley, que je vis avec étonnement Isabelle, passant par une ouverture dans le grillage, s'approcher d'un groupe d'une dizaine de chiens qui stationnaient dans un terrain vague à proximité du parking. Je la savais d'un naturel plutôt timoré, et ces animaux étaient en général considérés comme dangereux. Les chiens, cependent, la regardaient approcher sans agressivité et sans crainte. Un petit bâtard blanc et roux, aux oreilles pointues, âge de trois mois au maximum, se mit à ramper vers elle. Elle se baissa, le prit dans ses bras, revint vers la voiture. C'est ansi que Fox fit son entrée dans nos vies ; et, avec lui, l'amour inconditionnel.

[michel houellebecq, la possibilité d'une île (fayard)]

The thing is



Estou a adorar a segunda época de Curb your enthusiasm mas dificilmente consigo ir além de um ou no máximo dois episódios de cada vez, de tal modo Larry David é incómodo, genial, embaraçoso, desconfortável, brilhante, whatever...

No analista:

"- What else does Cheryl like to do?
- She likes the outdoors. I don't really like the outdoors, you know. It's not a good place for bald people out there."

Na praia:

"- I don't really get this fascination that people have with the ocean.
- No?
- I stare at it for 10 minutes and I go, "Okay, I got it."
- Don't you feel calmer?
- I feel aggravated that I'm missing what other people are getting."

Ela toca-me


terça-feira, novembro 29, 2005

To relink, relank, relunk

Ao educação sentimental só me ocorre dizer neste momento welcome back!

Elas tocam-se



Anjelica Huston e Cate Blanchett poderiam representar dois extremos que no meu amplo interesse pelas mulheres se tocam.

Patidid ou vontade de adjectivar à vontade



É certo que a melodia de Hang Up teima em não nos largar tanto à superfície como no subterrâneo, mas para algo completamente viciante e musicalmente mais livre e criativo do que o hit de Madonna, é urgente escutar Patidid um dos vários monumentos rítmicos erigidos pelo enorme Ed Motta no soberbo Aystelum. O cdgo.com tem!

Repescado para os melhores



"Nobody knows what's going to happen, and then we film it. That's the whole concept." (Steve Zissou)

segunda-feira, novembro 28, 2005

(felicidade) o que é que o Sporting de Paulo Bento tem

Antes que os recém entrados Benachour e Targino pudessem fazer das suas já Carlos Martins decidira o resultado do jogo com um tiraço "à Hugo Almeida" antecipado por mim em curtos segundos.

VGM

lascivaliteração

um upa uivante, um húmido ulular,
dois dorsos, dois delírios, destros dedos,
três transes tais, tremente titilar,
quatro queixumes quentes, quase quedos,
cinco cintilações, sim, sussurrar,
seis sedentos segundos, só segredos,
sete suspiros, sombras, soletrar
oito obscuros ócios, ocultar
nove notícias neutras, não negar
dez derivas de dúcteis desenredos,
onze oníricas ondas, olvidar
doze difarces, dúvidas, degredos...

Laocoonte, rimas várias, andamentos graves (Quetzal, 2005), pág. 127

sábado, novembro 26, 2005

Excitação

Ce qui me frappe avec le recul, lorsque je repense à Isabelle, c'est l'incroyable franchise de nos raports, dès les premiers moments, y compris sur des sujets où les femmes préfèrent d'ordinaire conserver un certain mystère dans la croyance erronée que le mystère ajoute une touche d'érotisme à la relation, alors que la plupart des hommes sont au contraire violemment excités par une approche sexuelle directe. «Ce n'est pas bien difficile, de faire jouir un homme... m'avait-elle dit, mifigue mi-raisin, lors de notre premier dîner dans le restaurant tibétan ; en tout cas, moi, j'y suis toujours parvenue.» Elle disait vrait, aussi, lorsqu'elle affirmait que le secret n'a rien de spécialement extraordinaire ni d'étrange. «Il suffit, continua-t-elle en soupirant, de se souvenir que les hommes ont des couilles. Que les hommes aient une bite ça les femmes le savent, elles ne le savent même que trop, depuis que les hommes sont réduits au statut d'objet sexuel elles sont littéralment obsédées par leurs bites ; mais lorsqu'elles font l'amour elles oublient, neuf fois sur dix, que les couilles sont une zone sensible. Que se soit pour une masturbation, une pénétration ou une pipe, il faut, de temps en temps, poser la main sur les couilles de l'homme, soit pour un effleurement, une caresse, soit pour une pression plus forte, tu t'ens rends compte suivant qu'elles sont plus ou moins dures. Voilà, c'est tout.»

[michel houellebecq, la possibilité d'une île (fayard), págs. 33/34]

Ricardo Wagner

No terceiro episódio da segunda época de Curb your Enthusiasm - o hilariante Trick or Treat -, Larry David é interpelado por um judeu, como ele, indignado com o facto de Larry estar a assobiar à mulher a melodia de Siegfrid Idyll composta, acrescenta, por um renomado anti-semita que foi também o compositor preferido de Hitler. Não consigo imaginar que comentário faria este mesmo sujeito se soubesse que o meu pai que é de ascendência judaica, deu a um dos filhos o nome Ricardo em homenagem ao compositor germânico Richard Wagner.

Small talk

Proof (entre o génio e a loucura) é um filme feio e um péssimo filme. Já quase o esqueci.

sexta-feira, novembro 25, 2005

O/ novo/ eu




16 episódios vistos em menos de uma semana (as minhas noites foram mais belas que os vossos dias). Mal posso esperar pela terceira época... em DVD.

Nip/Tuck é uma série profundamente houellebecqueana no sentido em que a promiscuidade, o desvio e a futilidade apresentadas deixam perceber que a moral da série é tradicionalista. O que prevalece acima do jogo de aparências e do vazio de valores é a ligação entre Christian e Sean. E não há nada mais conservador do que a amizade entre dois homens.

quinta-feira, novembro 24, 2005

De sua graça



Sophie Watillon (1965-2005)
«La musique est un des moyens pour les âmes de se rejoindre à travers la distance et le temps et fait vibrer en nous cette fibre qui est sans doute ce que nous avons de plus important.»

Faço minhas as palavras de Sophie, como aliás já as mesmas havia feito suas Cristina Fernandes, no Mil Folhas (Público), do sábado passado. Juntando uma calorosa recomendação deste CD à dela: belíssima, belíssimos, belíssimo. (10/10)

quarta-feira, novembro 23, 2005

Solo absoluto



Para vocês aqui, corações solitários, que erram dia e noite atrás daquele piano solo que convosco estabelecerá a tão almejada empatia; aquele disco que fala para nós mesmo quando lhe prestamos menor atenção que ele também não reclama; aquele registo paciente que discretamente se insinua e nos ensina os seus muitos méritos (composição, técnica, sensibilidade, transparência), look no further. (9/10)

terça-feira, novembro 22, 2005

Inseparáveis



O episódio 9 da segunda série de Nip/Tuck é o que chamo de milagre televisivo. No documentário sobre a série que acompanha a caixa de DVD's com a primeira época, o criador de Nip/Tuck, Ryan Murphy, prometia já que no conjunto seguinte de 16 episódios a aliança entre os cirurgiões Troy e McNamara seria submetida a ainda mais duras provas, mas que sobreviveria a todas elas. Ora no episódio 9, Ruth & Raven Rosenberg, a crise está instalada e os dois médicos preparam-se para por fim à sua ligação comercial, não sem antes executarem uma última cirurgia para tentar separar duas jovens gémeas adultas unidas pelo cérebro.
A metáfora é óbvia embora não menos que fascinante no modo como opera o seu paralelismo com a situação de ruptura iminente entre Christian Troy e Sean McNamara. O episódio tem vários momentos memoráveis dos quais destaco apenas três: o diálogo entre Sean e Christian no voo de Miami para Nova Iorque onde terá lugar a tal operação de alto risco; a cirurgia propriamente dita que mais deliberadamente remete o episódio para aquilo que recordamos da obra-prima de David Cronenberg, Dead Ringers; e a noite no dormitório da Universidade que alberga a equipa multidisciplinar de médicos, em que os dois cirurgiões partilham uma prostituta loira como Julia (mulher de Sean) de modo a saldarem disputas antigas. O episódio 9 de Nip/Tuck é de facto um milagre televisivo que assume várias e inesperadas formas.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Tuck me in

Foi preciso esperar pelo 4º episódio da segunda época de Nip/Tuck, para reencontrar o nível de excelência da primeira série. Talvez tenha sido o facto do argumentista ter recuperado duas personagens muito significativas: Kimber, a loura nota 10 cheia de coca e cada vez mais longe dos seus sonhos de fama; e a senhora Grubman, também ela viciada mas em cirurgias plásticas.
O episódio teve por base o tema mais universal que este contexto podia sugerir: a dificuldade que as pessoas têm em envelhecer. Particularmente significativas foram as montagens paralelas do fim do sonho de Kimber com os rituais de entrada na puberdade de Annie, a filha de 8 anos do casal McNamara. Como se por cada "cisne" que nasce houvesse um "patinho" que se afunda num mar de ilusões (é que o episódio foi rico em metáforas femininas).

Defesas fortes

A novidade com Paulo Bento tem sido um Sporting de contra-ataque (quando é preciso) com maior frieza a segurar a vantagem (quando é possível).

A terminação

Para falar verdade, cheguei no passado a considerar com agrado a ideia de viver a vida adulta num quarto de hotel. Sozinho muitas vezes com estantes em volta. Ah! e com Sport TV.

Broadway Ed Motta



"Samba azul" é como um samba, azul, interpretado pelos Tortoise - prestem atenção às linhas do baixo. Tudo muito especial na voz de Ed Motta; mais especial ainda pela prestação do segundo elemento vocal do dueto, a histórica Alcione. O resto do CD é uma fenomenal desbunda que reúne o que de mais criativo tinham Dwitza e Poptical, ou seja, TUDO. E isto tudo chama-se, em 2005, Aystelum. Bom p'ra cacete!

Quase nada



Descobri que nada é mais eficaz para calar a mágoa das coisas que acabam, do que escutar a música que associamos aos tempos de euforia em que essas mesmas coisas tinham início. Era como se soubesse assim, antes de perceber porquê, que tinha de levar um disco destes comigo.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Super Mário ou o post que só pode ser



Vou começar do princípio. Super Mário ou o post que só pode ser decifrado por quem esteve esta noite na Culturgest.

Hoje é um dia importante



Amanhã deixo Campo de Ourique. Despedi-me do meu homem dos jornais de (quase) todos os dias. De Público mais Hitchcock debaixo do braço fui almoçar ao Solar dos Duques. Comi lá pela terceira vez esta semana – depois dos incontornáveis “secretos”, das suculentas pataniscas de bacalhau com arroz de tomate, coube-me na sorte, por sugestão da casa, lombinho de porco fatiado com batatas fritas aos quartos, arroz e (!) feijão verde cozinhado com alho como fazem com os grelos. Meio jarrinho de tinto – à semelhança da mesa do lado ocupada por dois senhores – mais metade de meio que esses outros de novo imitaram. À saída, o gerente do Solar, o sr. Jorge, desejou-me as maiores felicidades: é o que preciso.

P.S. Adeus Campo de Ourique. Viva São Sebastião da Pedreira!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Enorme agradecimento generalizado


Jean-Baptiste Camille Corot, Ville d’Avray. (c. 1867)

Obrigado. Sempre são dois anos de blogue; mas quantas vidas serão necessárias para aprender a escrever assim? Ou assim.

Adão sem ela



"where's the paper bag that holds the liquor?/ just in case I feel the need to puke./ if we'd known what it'd take to get here,/ would we have chosen to?// so you wanna build an altar on a summer night,/ you wanna smoke the gel off a fentanyl patch./ aincha heard the news?/ adam and eve were jews./ and I always loved you to the max." (Punks in the Beerlight)

Booker, confissão e mimos



Hoje voltei admissivelmente a perder a cabeça e ofereci-me a edição portuguesa deste livro - O Livro da Confissão/ Quetzal, 1990 - que me custou, em primeira mão, isto é, da livraria ao consumidor, um total de... 78 (setenta e oito) cêntimos.

Nota: o meu pai pagou o almoço.



Barulhinho bom.

O que gostaria de lhe ter dito



Enquanto Maria Filomena Mónica - Mena para os mais chegados - me assinava "cordialmente" as suas memórias ("Como é que se chama? Ricardo."), cheguei a pensar dizer-lhe que ela estava mais bonita nesse dia do que na capa do livro (uma fotografia talvez com uns trinta anos), e que a gota de suor que teimosamente se formava na minha testa tinha a ver com isso mesmo: quem resiste à junção da beleza e da inteligência extremas na mesma mulher? Limitei-me a um "Muito obrigado!" e saí dali antes que me pudesse tornar inconveniente.

As três tabelas


António Borges

Pode um tipo estar presente na apresentação do DVD de O Fantasma, na Fnac Chiado; no lançamento de Bilhete de Identidade, de Maria Filomena Mónica, no Grémio Literário; jantar calmamente com um amigo com olho posto no êxito apertado dos sub-21; dar ainda um pulo atrasado às Noites Liberais (atenção ao prof. António Borges, grande comunicador!), na Sociedade de Geografia, e tudo isto no espaço de quatro muito curtas horas? Desenrascadamente, mas pode.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Lançamento DVD



Recupero um texto de minha autoria escrito para o Cinema2000 há muitos anos aquando da estreia de O Fantasma, de João Pedro Rodrigues. O título é um bocadinho pretensioso mas do texto gosto ainda. O pretexto é o lançamento hoje, às 18h30, na Fnac Chiado, do DVD do filme que inclui a curta-metragem Parabéns! do mesmo autor.

ENTRASTE TÃO DEPRESSA NESSA NOITE ESCURA...

Confesso que me dá alguma vontade de rir quando leio frases do género “... o filme português mais aguardado do ano!” e outros pequenos escândalos que se procuram fazer com o que deveria apenas ser notícia. Mas porque sou humano e susceptível a esses alarmismos, lá fui 45 minutos antes com receio de não apanhar bilhetes para a última sessão de Sexta-feira, dia de estreia, na única sala de Lisboa onde podemos ver “O Fantasma”, de João Pedro Rodrigues. Resultado: A sala estava meio cheia, ou meio vazia, e foi sofrendo algumas baixas, e outras baixarias, no decorrer da projecção: Gente que ria e conversava a despropósito e que, aposto, engoliu em seco aquela felação que não pediu licença a ninguém, embora se tenha feito anunciar, até pelo rótulo gay e explícito de que não há meio deste filme se livrar. Nada como um membro saudável e enfurecido para engasgar a populaça. Ora tomem lá qué práprenderem!...

Agora, falando de coisas sérias, devo aqui reconhecer que a melhor e mais sintética definição que li sobre “O Fantasma”, foi dada, em depoimento ao DN, pelo sociólogo Miguel Vale de Almeida, que lhe chamou uma “insónia”. Tal como ele, gostei do filme do João Pedro Rodrigues, e acho, quer num sentido literal, quer poético, que “O Fantasma” é uma insónia que urge ser experimentada. Atravessar este objecto que sacrifica na presença excessiva de um corpo (soberbo Ricardo Meneses) a materialização das demais figuras. Dir-se-ia que o protagonista já habita de início uma cidade fantasma. Lisboa, porque não? A sua dimensão ora humana ora animal esgueira-se, de possessão em possessão, para o interior de um fato de látex. Mas não é com esse fato que o filme começa? E essa sodomização não é mais tarde, num momento posterior, retomada? Uma estrutura circular apaga as marcas de uma possível narrativa antes de soltar o Sérgio, agora cada vez mais fantasma, em direcção não sabemos de onde...

Sinto neste filme de João Pedro Rodrigues uma honestidade em tudo oposta a um certo pedantismo autorístico que assola as cinematografias um pouco por todo o mundo. Chame-se-lhe complexo de Cannes, de Veneza, de Locarno, de Berlim, tanto faz... João Pedro merece todas as referências que cita – ele não copia o Bresson, o Cronenberg ou o Tsai Ming-liang. Ele incorporou alguns dos procedimentos que sentimos nas obras destes três cineastas. João Pedro Rodrigues é, igualmente, um cineasta: Criou um universo próprio, tem um sentido invejável do enquadramento e optou por fazer um percurso que talvez (e ainda bem!) não consiga racionalizar tal como os seus interlocutores pretenderiam que o fizesse. “O Fantasma” produz aquele efeito absolutamente extenuante que é vermos nascer o dia (hora de madrugada) e ficarmos, de repente, dez vezes mais cansados. E tal como uma insónia é angustiante: Queremos dormir, as horas passam, o tempo escasseia, é quase dia e imagens abstractas desfilam pesadelos que não se fazem explicar. Assim como “O Fantasma”, ameaçam ficar connosco por mais algum tempo...

Classificação à data: (3/5)

terça-feira, novembro 15, 2005

Babugem top 10


2004, Setembro. Eduardo Pitta (Da Literatura) em Veneza, à chuva.

2005 está perto do fim e parece-me uma óptima altura, como aliás qualquer outra seria, para apresentar a minha lista dos 10 eleitos de entre a blogosfera portuguesa. A vantagem de fazer este tipo de balanço em Novembro é que o impacto chega por anticipação a outros ecos noutros blogues.
O critério foi simples: a lista está ordenada de acordo com o interesse do que se escreve nos blogues; de acordo com o modo como neles se escreve; de acordo com a regularidade com que neles se escreve. Se não estiverem de acordo também não era isso que se pretendia. E agora a lista:

1) Da Literatura;
2) Estado Civil;
3) What Do You Represent;
4) Sound + Vision;
5) Casmurro;
6) Bomba Inteligente;
7) Jazz e Arredores;
8) A Origem das Espécies;
9) Voz do Deserto;
10) A Praia;

Boas leituras.

Um texto (um raciocínio) exemplar

Aborto, parte II (João Miguel Tavares, DN, sem link)

No blog Glória Fácil, Ana Sá Lopes e Fernanda Câncio responderam ao meu texto sobre o aborto, publicado nesta página há uma semana. Como estou a discutir com senhoras por quem tenho um certo apreço, vou deixar de lado a adjectivação mais colorida. Na verdade, haverá muitas oportunidades para nós nos desentendermos, mas neste caso em particular o que está em causa é sobretudo uma questão de semântica. Podemos resumi-la desta forma: os portugueses vão pronunciar-se em referendo sobre a "descriminalização" do aborto ou sobre a sua "liberalização"? De facto, a pergunta que deverá ser referendada começa com um "concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez?", e se ela ficasse por aí eu não teria grandes dúvidas em fazer campanha pelo sim. Acredito que os indivíduos têm todo o direito de dispor do seu corpo como quiserem, sem que o Estado meta o bedelho. A famosa frase "na minha barriga mando eu" é, na minha opinião, simultaneamente verdadeira (na barriga das mulheres mandam elas) e detestável (parece-me um egoísmo atroz pensar assim). Só que - lá está -, quem quer a "descriminalização" do aborto quer também a sua "liberalização", neste sentido um pouco paradoxal: deseja que o Estado efectivamente meta o bedelho, apoiando através das redes de hospitais públicos (incluídos no tal "estabelecimento legal de saúde" que encerra a pergunta do referendo) as mulheres que queiram abortar. E isso, de facto, eu já não aceito. Daí a complexidade do problema. Daí a necessidade de um debate e de um referendo. O que eu defendo, para ser mais claro, é que as mulheres que abortam não devem ser julgadas, mas que também não devem ser apoiadas pelo Estado para além dos casos já previstos por lei. Ou seja, eu estou a favor de uma verdadeira descriminalização do aborto, mas não da sua liberalização. Se é desta "descriminalização" que falam Ana Sá Lopes e Fernanda Câncio, não há nada a separar-nos. Mas desconfio bem que não. Desconfio que Ana Sá Lopes e Fernanda Câncio desejam que o Estado apoie todas as mulheres que queiram abortar até às 10 semanas - e isso é muito mais do que descriminalizar; isso é, na minha opinião, perverter a essência de uma saúde pública, que deve servir exclusivamente para curar pessoas e prevenir doenças. E, por enquanto, a gravidez ainda não é uma doença.

J.M.T.

Eu já!



Já ouviram este disco? Já compraram este disco?

O acossado


Ele nem vê de onde elas caem

Ele chama-se Pedro Lomba. Ele é neste momento o homem mais acossado da blogosfera. Ele é meu amigo e estou com ele. Allez Laszlo Kovacs!

E uma garrafa inteira de tinto pelo Mário João



Mário (João) Laginha em entrevista a Ana Sousa Dias acompanha-me, "por outro lado", num almoço fora-de-horas. Mário Laginha é um grande músico e um gajo muitA simpático. Fala de tudo e no seu entusiasmo acha que fala demais: da ginástica, do piano que o pai (os pais) lhe compraram, da descoberta de Keith Jarrett aos 18 anos que o fez abraçar o piano de vez. Da nervoseira antes dos concertos, do programa preenchido dos próximos dias. Na Culturgest, para as "fugas", lá estaremos ó Mário!

Vincent sabe-(l)a toda



Este é juntamente com When I Said I Wanted to be Your Dog o melhor CD de música pop que escutei em 2005. Mas ao contrário do disco do sueco Jens Lekman, Kensington Square não está disponível para venda nas lojas de discos portuguesas: quel domage!
Para dar uma ideia do que espera quem o encomendar pela Net, adianto que a arte da escrita de canções de Vincent tem bastante a ver com os momentos de maior inspiração de Neil Hannon (The Divine Comedy para os menos familiarizados) e os arranjos oscilam entre massas orquestrais que na terceira faixa, Le Baiser Modiano, chegam mesmo a evocar Craig Armstrong e momentos de uma discrição feita de piano e voz apenas. A voz de Vincent Delerm tem aquele distanciamento irresistível muito gainsbourgiano e as suas letras neste disco são um fabuloso chorrilho de citações da cultura popular e da cultura erudita - os títulos das canções são a este título bem elucidativos.
E depois há ainda prazeres muito particulares como as participações vocais de Keren Ann e Dominique A. no lindíssimo Veruca Salta et Frank Black e refrões de uma graça desconcertante e cool como na música Natation Synchronisée, em fundo mariachi, e uma das minhas favoritas, que reza assim: "nos histoires d'amour sont les mêmes/ comme si nous avions pratiqué/ das les piscines parallèles/ la natation synchronisée". Kensington Square termina com Vincent Delerm, à maneira do Godard de Le Mépris, a ler as notas de produção do CD sobre um fundo musical.
Só falta dizer que o disco de estreia de Vincent Delerm, o outro, vem já no meu caminho. Quando a música nos bate desta forma, a solução é ouvir tudo.

Classificação: (9/10)

P.S. Obrigado Jorge por teres sido por cá o primeiro entusiasta deste tipo e deste CD.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Juro que coloquei no motor de busca as palavras "Gato Fedorento" somente



... e agora, se me dão licença, tenho encontro marcado com uns tais senhores Meireles.

domingo, novembro 13, 2005

Que fará fará

Acabo de confirmar que este blogue fará dois anos na próxima quinta-feira.

Woman's worth



Combater o sono e algum desconforto de estar meio deitado meio sentado para assistir madrugada dentro, na :2, (para mim depois da 01h00 já é madrugada) ao acústico MTV de Alicia Keys que no final chama ao palco dois dos seus MC's favoritos: Common e Mos Def. O bom gosto da moça Keys vai além do seu próprio repertório. Bom de ver.

sábado, novembro 12, 2005

Estamos adolescendo



«O sol da manhã de Outono entra disfarçado pelas janelas altas do mercado e reflecte-se nos olhos dos peixes, que repousam nas bancas como se ainda estivessem vivos. E eis o peixe mais fantástico do mundo, esse verdadeiro luxo que ainda nos resta: pregados, linguados, imperadores, salmonetes, besugos, carapau francês, peixe-galo, garoupa, cherne, lulas e choquinhos com tinta: tenho pena do resto do mundo dito civilizado, onde nem sequer se conhecem os peixes pelo nome!»

Do baixo da minha imodéstia e com a devida falta de respeito, tenho a dizer que o texto Viva Campo de Ourique!, de Miguel Sousa Tavares, esta sexta-feira, no Público, mais parece redacção de aluno de liceu. Peixe fora de água é a única explicação que encontro para o facto. Logo eu que vivo há quase quatro anos no bairro e Sousa Tavares nunca encontrei pelos locais que segundo ele fazem de Campo de Ourique “uma festa para os sentidos”.

Mas Eduardo Prado Coelho na sua crónica laudatória de seleccionador de "eleitos" em Correspondente de Guerra, não lhe fica atrás, sempre adolescendo:

«Trocamos então frases de mesa para mesa, dado que as mesas estão de tal modo próximas que nos ouvimos todos com a maior facilidade. Ali se discute futebol, e uma vez por outra, a propósito de uma imagem na televisão, um pouco de política. Vêm fotógrafos (o Jorge Nogueira, o Pedro Cláudio) e mesmo esporadicamente o Augusto Brázio. E aparece também o Diogo Lopes, o arquitecto. Quem chegar mais tarde poderá ter a sorte de ver a jornalista cultural mais inteligente e informada de Lisboa: a Maria João Guardão.»

sexta-feira, novembro 11, 2005

Rima com vinho



Hei-de morrer nesta adega
Com um copo de vinho na mão
A adega é a sepultura
E o tonel é o caixão

[da boca de um popular - reportagem SIC ao almoço]

Ideal



Está-me a parecer que sim.

Vida, oh vida!


Claire (Kirsten Dunst) + Drew (Orlando Bloom) igual a final feliz

Duas caras larocas, muita música pelo meio, conversas intermináveis ao telemóvel que terminam num improvável encontro ao nascer do sol. Aqui está a vossa publicidade "segue o que sentes" (Optimus) traduzida para o formato longa-metragem. Um videoclip de duas horas, excitação permanente, a felicidade ao virar da esquina em Elizabethtown, a vida como bela é. Cameron Crowe diz que sim! Eu acho-a desenxabida demais para o meu gosto.

Classificação: (4/10)

Trio com alma


Chano Domínguez

Depois deste disco, Con Alma, acabaram-se as desculpas para não reparar no talento de Chano, um dos grandes pianistas jazz da actualidade.

Gave me



A friend (before midnight) to have dinner with.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Larry's back :-(



No início da 2ª época de Curb your Enthusiasm Larry David reencontra Jason Alexander que interpretara uma criação sua em Seinfeld. Alexander diz-se perseguido pelo estigma de George Costanza que o impede de desempenhar qualquer outro tipo de papéis na TV: as pessoas não conseguem ver o actor para além do personagem. Larry então propõe-lhe apresentarem uma ideia que consiste numa sitcom sobre um actor que não consegue trabalho depois de ter desempenhado um personagem que ficou de tal modo colado à sua pele que ninguém mais consegue olhá-lo de outra forma. O actor em causa, Jason Alexander, desenvolverá um ódio progressivo para com a figura que interpretara – nada mais nada menos que George Costanza. Sounds familiar? Com as devidas mínimas diferenças, é Larry a parodiar Larry David, figura pública e actor/ criador de Curb your Enthusiasm, a parodiar Larry David, o co-criador de Seinfeld. Puro génio.

Na Op de Outono eles fazem a festa


Ed Motta Aystelum


Kanye West Late Registration

A revista Op vende-se na Flur, Ananana, Assírio e Alvim, Fnac, MC Loja, Trem Azul Jazz Store e outros.

Bons hermanos


para visitar o site oficial da banda

Dada a sua aparência de quase nada, as canções dos los hermanos deixam espaço para que as emoções se instalem menos pela via das palavras que da música. Banalidades escritas e musicadas assim dá gosto ouvir de novo: 4.

Classificação: (8/10)

Conto mais "4"



sapato novo
marcelo camelo

(...) – bem, como vai você?, levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar
poderia até pensar que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até à beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena


conto
Era uma vez um rapaz que perguntou a uma rapariga. Mas mudou antes de ideias e foi ver a bola.

Versão alternativa 1:
Mas mudou antes de ideias e foi ao cinema.

Versão alternativa 2:
Mas mudou antes de ideias e foi tomar um copo. E depois outro.

Versão alternativa 3:
Mas mudou antes de ideias e emigrou para um país próspero.

Versão alternativa 4:
Mas mudou antes de ideias e hibernou entre quatro paredes.

"Tróia", de Helena Matos (excerto)

«O vandalismo que varre os bairros periféricos de Paris abala os pilares da Tróia em que nos tornámos. Não podemos culpar Bush nem a China. E, à falta dum bode expiatório, repetem-se com a fé de quem pratica um esconjuro todas as explicações oficiais da cidade-Estado para todos os problemas, em qualquer lugar do mundo. E são elas a pobreza, a falta de habitação, o desemprego... No caso concreto, nada disto resiste a uma análise de alguns segundos. Aliás, podem cobrir-se aqueles jovens de subsídios, juntando outros àqueles que as suas famílias já recebem, e o problema da sua exclusão manter-se-á. Porque ela nasce dum dos pilares da nossa cidade-Estado: o nosso culto das vítimas. Esse culto que nos permite sentir moralmente superiores. Os pobrezinhos das segundas-feiras das famílias burguesas do início do século XX foram substituídos pelos excluídos. Tal como ninguém esperava que os pobrezinhos deixassem de ser pobrezinhos, também ninguém esperou que as famílias destes jovens deixassem de ser poligâmicas. Ninguém exigiu que respeitassem a escola e fossem bons alunos. Só após os atentados do 11 de Setembro se passaram a tomar mais a sério as denúncias da aplicação da sharia em território europeu e muito particularmente em França. Em nome dessa tremenda mistificação que é o multiculturalismo alimentou-se nestas populações um culto das suas raízes africanas e muçulmanas, quando as raízes deles estavam aqui. Criou-se-lhes uma identidade em alhures que ninguém sabe onde fica, tanto mais que não existe.»

Público – Sábado, 5 NOV 2005

Pirodrama



De cada vez que ouço falar de cinema português por pessoas do meio, tenho a sensação de que é um mundo dividido entre realizadores que descobriram a pólvora e outros que são para queimar.

terça-feira, novembro 08, 2005

Em defesa da beleza para além do "jazz"


Diana Krall por Bruce Weber


... e por Sam Taylor Wood


... e por Mark Seliger

Ainda não escutei o disco de Natal de Diana Krall e se o fizer será de orelha atrás. Parece-me daquelas opções que só vingará "dentro de portas", uma vez que não acredito que o resto do mundo - fora Canadá, Japão (que tudo compra!) e Estados Unidos - esteja desejoso por mais cançonetas para acompanhar o bacalhau cozido ou o perú já agora: o que fazer dos Sinatras, Dean Martins, Bing Crosbys, Mel Tormés e Nat King Coles que temos em casa e pelos quais pagámos não mais de 1500 paus? Mesmo que o novo CD prometa o corpo de Krall, passivo, para a sobremesa. Escuso-me então, propositadamente, de promover a exposição lânguida da Diva por respeito à própria. Optei em vez por fotografias, três, de uma sensualidade menos oferecida.

Sonhador


baixo de viola

Todas as manhãs do mundo. E todas as noites também.

Desencontro


Ralph Fiennes (Justin) e Rachel Weisz (Tessa): par ou ímpar?

Achei The Constant Gardener, O Fiel Jardineiro um filme desencontrado. Sabemos que o mesmo é sobre um homem que se apaixona verdadeiramente pela mulher com quem casou depois de esta ser assassinada. Mas falo de outro desencontro ainda: o da marca de estilo garrida e vertiginosa do realizador Fernando Meirelles e do seu director de fotografia César Charlone com o universo intrincado e conspirativo de John Le Carré. Reconhecendo embora sensibilidade ao brasileiro Meirelles que se reflecte sobretudo nos muitos flashbacks que dão conta da história das naturezas separadas de Justin e Tessa, acho sinceramente que teria preferido ver atrás das câmaras alguém como Sydney Pollack ou Anthony Minghella. A minha snobeira veludo cotelé fala mais alto sempre que me apresentam filmes com mensagem. Ainda que mascarados com uma bonita história de amor desencontrado.

Classificação: (6/10)

Ela é o filme



Visto treze anos depois, Basic Instinct, Instinto Fatal de Paul Verhoeven funciona na medida em que o espectador se deixa de novo manipular - seduzir é mais o termo - por Catherine Tramell (Sharon Stone), tal como o detective Nick Curran (Michael Douglas) e restantes homens do filme. Pela mente de cada um de nós, homens (e mulheres?), passa o mesmo instinto - básico, primário - em relação a ela. Um desejo que só Basic Instinct permite consumar pelas imagens, depois de nos manter como que em suspensão pavloviana: Catherine é o isco; Sharon Stone o filme. Para o ano há mais (Basic Instinct 2) mas, aposto, não será a mesma coisa na medida em que é impossível ao cinema comercial, hoje, ousar como o fizeram Verhoeven e Stone em 1992. (7/10)

segunda-feira, novembro 07, 2005

As coisas simples

les choses les plus simples
© 1990 gabriel yacoub

c'est quand la nuit m'échappe et que je ne peux pas dormir
que mes désirs reviennent bien avant toi

quand je passe mes jours à oublier ces nuits
quand je t'appelle et que tu n'entends pas

alors je me souviens des choses les plus simples
les choses qu'on a dit ne jamais oublier

il faut marcher longtemps pour en finir de ces langueurs
il faut fermer les yeux partir ailleurs

et les saisons qui traînent entre paris et l'océan
un ennui qui grandit en symphonie

c'est quand la nuit m'échappe et que je ne peux pas dormir
et c'est quand tu es lasse bien avant moi

and then i think about the simple things we said
the things we promised never to forget



the simple things we said
© 1990 gabriel yacoub

it's when the night is long and I can find no rest
it's when the night is long and I can find no rest
when desire comes to me, and you are not near

it's when I pass my days trying to forget those nights
it's when I pass my days trying to forget those nights
when I call for you - and you cannot hear

and then I think about the simple things we said
the things we promised never to forget
the simple things we said
never to forget

and so I walk the length of this solitude
and so I walk the length of this solitude
or lose myself in our empty room

and the seasons lost between the heart and sea
and the seasons lost between the heart and sea
a longing that rises and crests in me

it's when the night is long and I can find no rest
it's when night is long and I can find no rest
but blessed, you sleep on in your dream

alors je me souviens des choses les plus simples
les choses qu'on a dit ne jamais oublier
les choses les plus simples
jamais oublier

Gostar sempre mais dos mesmos


June todo o ano

Impossível escutar Ah! The Sighs ou Les Choses les Plus Simples ou, aliás, qualquer uma das dez outras canções que compõem At the Woods Heart de June Tabor, sem nos rendermos à evidência de que ela É a maior cantora viva - TODOS os géneros musicais incluídos. At the Woods Heart está instrumentalmente próximo de Angel Tiger e não tenho dúvidas em considerá-lo dos melhores discos que June Tabor gravou: junto com Angel Tiger, Against the Streams ou A Quiet Eye. Obra-prima? SIM! Mais uma obra-prima desta grande senhora. Ela que, oh proeza!, chega até a superar-se em repertório menos comum como são os casos de Duke Ellington (Do Nothing 'Til You Hear From Me) e Gabriel Yacoub (Les Choses... ).

Classificação: (10/10)


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